Virtualidades

A internet é hoje, sem sombra de dúvidas, uma realidade. Incorporamos ao nosso dia a dia tarefas banais como checar o email, ler blogs e atualizar nossas redes sociais. Acessamos a rede por smartphones e tabletes, no taxi ou nos ônibus, parados em aeroportos ou vendo televisão, e estamos cada vez mais hiperconectados. O mundo nunca antes esteve tão ao nosso alcance.

Conhecer pessoas, marcar um encontro, achar o amor da sua vida. Apostar alto, quebrar a cara e gastar muito dinheiro em golpes previamente testados. Na internet tudo isso é possível e acontece a todo instante. Nada mais comum do que conhecer um casal e descobrirmos que eles se conheceram pela internet ou então ouvir aquela história de alguém que comprou algo por um determinado site, pagou pelo dito cujo e nunca viu a cor do mesmo.

A internet é hoje parte do nosso cotidiano e antes de ser alçada como o mal do século ou categorizada como a maior invenção da humanidade no que diz respeito à comunicação, para mim a internet é um meio. Um meio de agilizar a vida, de conhecer pessoas, de ouvir opiniões diversas sobre qualquer tipo de assunto. E pronto.

Se somos pessoas com @ ou sem @, se conhecemos nossos parceiros na rede ou numa festa, se falamos com nossos amigos por chats online ou por telefone, isso, sinceramente, não me importa. Eu tenho a minha vida virtual bem ativa sem deixar de lado minha vida real, o contato físico, o tête-a-tête. Nunca deixei de lado a possibilidade de experimentar uma emoção pra ficar imaginando como ela seria, apenas online. Internet, para mim, sempre foi o canal para tornar o real mais dinâmico e divertido.

Em dias tão estranhos como os nossos, onde as pessoas cada vez mais se trancam em cascas, me considero sortudo. Na internet fiz bons amigos reais, conheci meu namorado e até mesmo consigo ganhar um dinheirinho, ora ou outra. Já quebrei a cara, fui enganado, mas vejo que a rede, tal qual o mundo real, é uma roleta russa, onde estamos sujeitos a nos dar bem ou não.

Jogador que sou, eu aposto. E, quase sempre, tenho lucrado com isso.

Mil acasos apontam a direção, desvios de rota é tão normal
Mil acasos me levam a você no mundo concreto ou virtual
Me levam a você de um jeito desigual
Quem sabe, então, por um acaso perdido no tempo ou no espaço
Seus passos queiram se juntar aos meus…
Mil Acasos (Skank)

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10 Responses to Virtualidades

  1. Edu disse:

    Esse depoimento poderia ser meu, sem tirar uma vírgula. Muito bem dito (ou escrito), Autor!

  2. Eu encontrei meu namorado e alguns dos meus melhores amigos (você é um deles) na internet então eu não tenho do que reclamar.

    Beijão

  3. Cara Comum disse:

    Ah, concordo. Internet é só um meio. A vida pulsa lá fora tb! Abraços!!!

  4. Foxx disse:

    “a rede, tal qual o mundo real, é uma roleta russa, onde estamos sujeitos a nos dar bem ou não” #fato

  5. de início vou te contar que ontem comentei cm minha mãe como a internet é absurdamente mágica, meu avô ficaria fascinado se estivesse vivo (lembrei disso agora)

    e quando eu li vc falando “Nunca deixei de lado a possibilidade de experimentar uma emoção pra ficar imaginando como ela seria, apenas online.” comecei a refletir.

    sou exatamente o contrário. morro de medo de decepcionar alguém e de me decepcionar. não consigo misturar mt as coisas. coisas de insegurança…

  6. Lobo disse:

    Eu não consigo me manter conectado na rua. Se já sou absurdamente distraído sem nada me distraindo, imagina se tiver internet no cel? E nem gosto também de celulares trabucos, que nem os mais modernos estão saindo.

    Mas em casa, sentado na minha cadeira, viva a internet! hahaha

  7. Gui disse:

    Fato. O legal é usar o virtual exatamente para cobrir os gaps que o real deixa, né?

  8. Caju disse:

    Assino embaixo.
    Super me identifiquei!
    Bjs

  9. Latinha disse:

    Acho que o lance é achar um equilibrio entre as coisas… eu sou com @ “maiusculo” se existisse [kkk]…. além de me divertir, eu trabalho com isso…

    E são novos tempos… conheci pessoas muito bacanas por meio dela… e definitivamente minha vida não seria a mesma se não houvesse ela.

    Show de bola o texto! Abração!

  10. in.Constante disse:

    Não consigo dizer nada além do que disse o Gui:

    Fato. O legal é usar o virtual exatamente para cobrir os gaps que o real deixa, né? [2]

    Xêrinho, meu amigo!

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