Drugs and other Drugs

Já disse aqui, mais de uma vez, que não tenho muita paciência para o tumtumtum das boates em geral. Por isso mesmo, prefiro festas, como o Chá da Alice, a Gambiarra (alguém falou que em SP não é tão legal, mas aqui no Rio é ótimo, alto nível, SÓ gente bonita) e a Noite Preta. Mas no último sábado, pilhado por um amigo de fora do Rio, acabei indo à The Week, mais interessado na Wallpaper, festa com música pop que rola na pista deck da TW Rio.

Mas não é sobre o tumtumtum ou sobre a qualidade da festa em si que quero falar. E sim, de como me sinto uma ilha num ambiente em que todo mundo se droga de todas as formas possíveis.  Eu sou chato, logo, não fumo, não cheiro, não injeto. Não tenho paciência com fumaça de cigarro, quanto mais com as de outro tipo. Meu único “vício” é lícito, já que pra bebida alcóolica eu não tenho muito filtro.

Mas também não vou ser hipócrita aqui. Sim, eu  já tomei bala e sei bem o efeito dela na mente da gente. Quando tomei a dita cuja, eu era parte da música, uma sensação muito doida e que me faz até que meio entender a vibe desse pessoal. Entretanto, o pós-bala pra mim foi uma merda. Fiquei doente e peguei uma cacetada de infecções no mês seguinte. Porque sim, de acordo com meu médico, dependendo do organismo da pessoa, essa porra baixa a sua imunidade e pode acontecer o que aconteceu comigo, afinal, Murph é meu amigo. Ou seja, não compensa um barato de umas horas se depois eu vou ficar na merda, gastando mó grana com mil antibióticos e afins. Pra mim, não rola. Experimentei e vi que não era a minha, simples assim.

Mas o que eu realmente não entendo, é esse pessoal que SÓ toma bala, toda semana, toda vez que sai. Eu, que só bebo, acho uma merda quando exagero a dose e não consigo me lembrar de nada no dia seguinte. E, sinceramente, não acho que metade dos caras que vi no sábado se lembrarão do que faziam na TW. Creio que o organismo já deve estar tão habituado à substância, que via gente tomando dois comprimidos, colocando gotinhas de não sei o quê nas garrafas d’água, fumando maconha na área da piscina. Assim, livremente, como se estivessem em Amsterdã. Porque os seguranças lá presentes fazem vista grossa total para esse tipo de comportamento, que é o habitual.

Sei lá, eu posso ser velho, chato e implicante, mas me deu um certo nojo por estar naquele ambiente. Acho que cada um sabe o que quer pra sua vida e estou longe de ser juiz da vida alheia. Mas posso dizer que EU fiquei incomodado com aquilo tudo, com aquele way of life que não é o meu e não é o que quero pra mim. Acho que lembrei daquela velha e boa máxima: Diga-me com quem andas e te direi quem és.

A noite foi legal? Divertida, mas não das melhores. Aprendi que me divirto muito mais com meu grupo habitual de amigos. E essa impressão de que sou o último dos que não se drogam só serviu para atestar isso.

Devo estar ficando velho. Ou não. Acho é que sempre fui careta mesmo. E pretendo continuar sendo assim.

A vida é bela, o paraíso um comprimido
Qualquer balaco ilegal ou proibido…
Natasha (Capital Inicial)

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12 Responses to Drugs and other Drugs

  1. Caju disse:

    Você só faz o correto e eu concordo com isso. Quando estive em Curitiba tive uma visão desoladora e, assim como vc, me senti péssimo de estar ali. As drogas rolavam soltas como se fossem água. Os traficantes vendiam no banheiro da balada, cujos seguranças tb faziam vista grossa. Fiquei espantado porque aqui não estpu acostumado a ver esse tipo de coisa nas baladas. Aliás, o cigarro é até proibido. Nessa questão das drogas ‘ser atrasado’ é o melhor!

    Bjos

  2. Gui disse:

    [Já disse que é uma merda comentar no wordpress?]

    Cara, eu concordo contigo, também não sou hipócrito, estou longe de ser o Mr. Clean (embora esteja clean faz muuuuito tempo).

    Essa visão da the week já é batida. Eu mesmo nunca fui, mas 90% das pessoas que vão me descrevem um lugar desse tipo. As outras 10% dizem que não é nada assim. Eu já fui na NP e mesmo lá rola uns drogadinhos.

    O importante, independente de ser lícito ou não, é você fazer o que vc tá afim. E, realmente, parar de frequentar esse tipo de lugar que você já viu que não se diverte o máximo que pode.

    Acho que vou na Gambiarra, hein, qual o esquema lá?

  3. Serginho disse:

    eu também não entendo esse pessoal auto destrutivo! e #cazuzafeelings pa mim não rola
    só se vive uma vez e não quero jogar a minha oportunidade fora

  4. Leandro K disse:

    Quem diria. Autor conservador.
    😉

  5. Foxx disse:

    vc não está velho pq não qr se drogar, ora
    uma coisa não está diretamente relacionado a outra
    não q eu ache q este comportamento seja auto-destrutivo como o Serginho disse a cima, e tb não me incomodo de ser o único q não usa
    mas…

  6. Júlio César Vanelis disse:

    Olha cara… Eu acho que ter um mínimo de amor próprio não tem nada a ver com ser careta. Vc não está velho, só é sensato…
    Muitas vezes as pessoas não tem noção do que esse tipo de lixo que eles usam pode fazer de ruim… E a dependencia é real cara, pra nós que não usamos deve até ser dificiu de imaginar, acho que não é parecido com alcool, depende muito da droga. Por isso, pelo menos eu não me abalo com esse tipo de coisa (tipo, de ir a um local em todos usam), o importante é vc não usar se não tiver vontade…

    Ótimo post…

  7. velho?

    vc precisa ter uma conversinha comigo.

    eu vou mostrar quem é velho.

  8. Lobo disse:

    É muito do fato que depois que se consegue alcançar certos estados de euforia com o uso de algum mediador, o organismo se habitua a via exógena e começa a frear a produção de neurotransmissores com esse fim, o que cria meio que uma necessidade para estes. Cada um faz da sua vida o que bem entender, desde que não venha a me afetar de tabela em algum momento. E a vida continua pra todo mundo…

    Beijos Autor!

  9. mr angel. disse:

    pra quem bebe, bate na minha cara e depois não se lembra…
    #achocontraditório

    with love

    mister angel.

  10. Sil disse:

    Enquanto isso, em outra festa na cidade…

    Acho que poderia dizer que o sentimento de não existir diversão longe do meu grupo habitual de amigos, é um sentimento verdadeiro! Não tenho mais “amor” para musicas tunti tunti. (Só a Dri Toscano na noite preta) e rir com vocês é sempre melhor do que festas estranhas com gente bonita, mas não menos esquisita.

  11. Brian Kinney disse:

    Bom, eu nunca consumi nada. Nem maconha. Meu único vício é sexo.

    E acho a TW um porre por causa disso tb.

    Mas vc esqueceu de mencionar q nessa boate só dá essa galera q faz DE TUDO pra ficar saradaça.

    Toma remédios proibidos, injeta coisas….prejudicam rins, pulmões, coração, pele, etc, mas não estão nem aí.

    Pior q tem uns q ficam tão grotescos, parecendo o Esqueleto, o Homem-Fera e o Aquático do desenho do He-man…e acham q estão arrasando…..

  12. Leandro disse:

    Puta cara eu também nunca ouvi falar bem deste lugar,só mesmo as pessoas que curtem este ‘mundo paralelo”,odeio este lugar sem mesmo ter ido nele.Minha namorada adora..mas deve ser por causa dos “sarados” que tem lá..ela ja usou droga a um tempo atrás..e curtia essas porras,agora comigo..ta fudida,vai morrer seca pensando que vou la.Odeio esse tipo de gente.E ela insiste em dizer que la não tem nada disso,que é tranquilo e tal..vai se fuder né..valeu pessoal..desculpa o desabafo ai mas é que sempre brigamos por causa desta boate infernal..

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