Brian Kinney

Acho fascinante esse mundo de blogs. Aqui, conheci pessoas, fiz bons amigos, ampliei contatos. Muitos passaram do virtual para o real e gosto disso, de contato, de gente.

Com ele foi mais ou menos assim. Não lembro quem comentou no blog de quem primeiro, mas me apaixonei por um testamento por ele deixado num post qualquer aqui. E respondi ao comentário, por email. A surpresa veio de sua resposta, ao dizer que já havíamos nos ‘esbarrado’ em outra circunstância e ele se deu conta disso ao receber meu email.

Contatos oficiais trocados, amigos no Facebook e, num domingo, um papo casual, daqueles despretensiosos que se arrastam ao se descobrir uma paixão em comum. Histórias trocadas, impressões divididas e o convite: ‘você vem aqui em casa hoje pra eu te mostrar a minha coleção?’ E eu fui. Na cara dura.

Uma surpresa me esperava, que me arrancou um sorrisão do tamanho do meu rosto. Tem como não amar alguém que te pergunta o que você mais gosta em determinada área e te faz uma surpresa assim que você chega na casa dele, com direito a fechar os olhos e se deixar guiar por alguém que você nem mesmo conhece? Chamo isso de cuidado, de carinho.

Depois de apresentado à dita coleção (impressionante, MORRI de inveja de tudo que ele tem), um papo sincero, com mil referências ao mundo pelo qual somos apaixonados, me senti acuado. Nunca sei como agir com alguém que me lê tão diretamente, que consegue me decifrar assim, ao primeiro contato. Ouvi impressões sobre mim que, muitas vezes, pessoas que convivem comigo demoram anos para chegar. E isso inibe. Isso, vindo de um auto-declarado Brian Kinney, inibe ainda mais.

Fora o papo reto, com perguntas diretas, envolvendo tesão, fantasias, experiências. Eu pareço uma biátch, mas algumas vezes, acabo sendo like a virgin. E o melhor (ou pior) é quando o outro percebe que você está totalmente acuado e tímido e se diverte com isso, provoca, abusa. Fazer o que se, por mais que tente me vender também como um Brian Kinney, estou mais para um Michael Novotny?

No geral, foi um domingo gostoso (em vários sentidos) e que me deixou pensativo. É bom encontrar pessoas que dividem dos mesmos prazeres que você e te instigam. E é melhor ainda conhecer pessoas que te inspiram, te desafiam. Melhor ainda é manter o contato, trocar emails divertidos e esperar ansioso pelo próximo programa, pelas próximas horas de conversa, pelo próximo contato.

Meu querido, obrigado pela companhia  e por deixar meu domingo mais… colorido. Afinal, nobody is so queer as folk.

😉

When you came in the air went you
And every shadow filled up with the doubt
I don’t know who you think you are
But before the night is throught
I wanna do bad things with you…

Bad Things (Jace Everett)

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15 Responses to Brian Kinney

  1. QAF e True Blood no mesmo post.

    e como assim?

    eu tenho 21 anos.

  2. Eric disse:

    Acho tão chato o fato de alguém se divertir com nossa timidez. Mas, ao mesmo tempo, é engraçado e tentador.

    Sou muito mais o Michael Novotny, mas o Brian Kinney também é uma perdição… rsrs

    Mas qual era a coleção dele? lalala

    Beijo, querido.

  3. Daniel Savio disse:

    E a vida acaba nos fazendo uma surpresa a cada dia, não é?

    Fique com Deus, menino Autor.
    Um abraço.

  4. Serginho disse:

    o que eu acho super mesmo é você ser assim
    e não tem como não te amar
    isso eu sei!

    BEIJOS

  5. Foxx disse:

    e sem nomes, né? notei, pra não prejudicar ninguém? hauahauhauahua

  6. Giselle disse:

    Na minha concepção ele disse exatamente o que você queria ouvir. Na verdade, ele descreveu alguém que vc, em seu íntimo, deseja ser, mas não necessariamente que você é.

    Já joguei esse joguinho, infinitas vezes. Não caia nele. Jogue, mas não perca a perspectiva.

    • Autor disse:

      Hahahahaha,

      Tenho a ligeira impressão que ele vai adorar ler seu comentário. Mas é só impressão.
      😉

      Somos todos jogadores. On time, fulltime, online!
      rs

  7. Lobo disse:

    Todo mundo tem um pouco dos dois na minha opinião. Só muda de pessoa pra pessoa quem ela estampa na capa XD.

    Um beijo!

  8. Leandro K disse:

    Tenho medo desses contatos. Muita realidade mata.
    😛

  9. Alysson-Syn disse:

    Concordo com a Giselle mas, ao contrário dela, acho isso fascinante! Se alguém tem todo o trabalho de investigar aquilo que eu gosto pra que, numa ocasião adequada, finalmente me surpreender, este alguém imediatamente ganha o meu respeito e admiração (mas não o coração, ou não imediatamente).

    Se ele se auto-declara um Brian Kinney, melhor ainda: quer melhor segurança do que pisar em território já conhecido, sem a menor chance de ter expectativas frustradas?

    Simplesmente adorei!

    PS: Mas olha, Autor, não se faz isso com alguém que se julga parecidíssimo com o Justin Taylor, ok?

    Abração!

  10. Brian Kinney disse:

    Eu não jogo nunca, sou o que sou, faço o que quero, digo o que penso. E fodo com quem quero, na hora que tenho tesão. Não me reprimo.

    Quem acha que eu jogo me reduz, demonstra não saber quem é Brian Kinney direito. Se soubesse, não diria tais coisas de alguém com esse temperamento.

    Quem gosta de mim, gosta exatamente assim. Quem não gosta, só lamento. Vá trabalhar seus demônios e recalques longe de mim. Próximo !

    Gosto de dar atenção e carinho pra quem merece. Não tenho nem pena de quem se contorce de ódio pq o (a) ignorei. Essa gente devia ir procurar outra coisa pra fazer.

    O que passou, já era, acabou. Gosto de gente que pensa como eu, que está sempre olhando pra frente, tem uma atitude positiva, direta, franca, honesta, objetiva.

    E sobre sexo? Sex is natural, sex is fun. Not everybody do it, but everybody should.

    Brian adora Michael, Ted, Justin. Mas uma Melanie, escandalosa e querendo medir tamanho de pau comigo (coitada), pelo amor de Deus, ninguém merece, né? 🙂

  11. Brian Kinney disse:

    Alysson pareceu ser, fora o Autor, quem melhor me lê.

  12. S.A.M disse:

    Tenho medo da realidade.

    Me senti Sandy lendo sua historia hoje, sou um bobocao! rs

  13. Gui disse:

    Achei sexy porque eu sei quem é.

    ;P

  14. Sil disse:

    Que domingo divertido. Eu concordo com a Gi. Novidade, né? Se a Gi falou, ta falado. Acho que a vida é um jogo e não paramos de jogar nunca! Alguns momentos relaxamos, encontramos amigos ou colegas de jogo que podem nos beneficiar a longo ou médio prazo. Seduzir é ótimo, ter é melhor ainda, mas ser full time assim…

    Brian é Brian… Justin é Justin… Mas engraçado que todo mundo nessa vida já foi em algum momento o Michael.

    LOVE U!

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